zombie;
quarta-feira, 23 de julho de 2014 | Comentários
''In your head, in your head
 They are fighting
 With their tanks, and their bombs,
 And their bones, and their guns
 In your head, in your head they are cryin' ''

O asfalto da cidade grande manchado de sangue; religiosos radicais, crianças tornando-se soldados.
Suicídio.
Crianças nascidas para morrer.
A vida é nada; nada mais vale.
O medo floresce, o choro prevalece.
A coragem não mais acompanha; o que resta é essa dor no peito, esse aperto. A desolação paira sobre o ar.
A guerra em seu reinado.
O choro abafado, escondido, desesperado.
A guerra continua.
Outra mãe perdeu o filho, o marido; amanha será ela. Tornando-se apenas outro número, uma estatística que veremos no jornal.
A guerra continua.
Todos viramos números, não há mais salvação.
Marchando para o abismo, amarrados uns aos outros.
Nessa guerra que.


meu sol;
domingo, 20 de julho de 2014 | Comentários

''ela tem entrelinhas fáceis de rimar
 me encosta o colo e fica onde quiser''

Então foi assim, foste chegando aos poucos, me encantando com teus sorrisos, tuas palavras, teu jeito manso, tua essência tão linda que, mesmo em mil anos, não conseguiria explicar.
Acontece, menina, que tens me ganhado a cada dia; a cada dia que meus ouvidos sentem o timbre da tua voz, a cada vez que meus pensamentos perdem-se em ti.
E isso, menina, tem acontecido com uma frequência maior do que eu poderia esperar.
Talvez, quando os antigos descobriram a transcendência, seu significado era esse.
É bobo, é piegas, é inevitável.
As coisas ao teu lado vão fluindo tão naturalmente quanto respirar.
Acontece, menina, que é por ti meus sorrisos, nos últimos tempos, e todas as coisas boas que estão por vir, serão por ti.
Ou por nós.


o velho e o moço;
terça-feira, 8 de julho de 2014 | Comentários
Bem-aventurados os que têm a rima na ponta dos dedos; a verborragia nas veias.
Bem-aventurados são os poetas que sabem amar e ainda escrever sobre os desamores. 
Bem-aventurado o velho, com sua sabedoria, e o moço também, por sua curiosidade.
Eu?
Eu não sou, não tenho rima, verborragia muito pouco, não sei amar; muito menos desamar.
Clarice já me escreveu ''eu gosto do imperfeito''.
Sou um paradoxo; no meio das minhas contradições encontro a essência do ser. Do meu ser.
Só sou assim. Mas não sou pela metade; hiperbólica.
Explode coração, dentro de mim; e quando explode, todos os bem-aventurados me habitam. 


Quem sou eu?

Enquanto achar necessário o uso das palavras borradas no papel, enquanto achar inevitável o fazer... enquanto tudo isso acontecer, sempre terei o que escrever, mesmo que para isso, eu não tenha nada em mente.
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