coração vagabundo;
segunda-feira, 28 de março de 2011 | Comentários
Sentimentos são uma droga.
Essa é a palavra correta; droga.
Você não os têm, descobre que existe, experimenta, curte. É quase um ecstasy, você não pensa em mais nada, além disso. Os sentimentos, ou drogas.
Então, você fica mal, muito mal, porque esses tais te machucam; e machucam muito. É uma dor tão intensa que, normalmente, pensa-se que não irá sobreviver.
E sabem o pior?
- é que você sobrevive, depois do seu coração estar em pedaços, absolutamente quebrado... e você tem que continuar, porque sobreviveu.
Demora, dias, semanas, ou talvez anos, mas você melhora, sempre vai melhorar.
Sentimentos são como heroína, você pode dizer para si mesmo, e para os outros que não os terá novamente, mas eles voltam. Tal qual como a primeira vez que isso aconteceu.
E aquela pessoa indiferente aos sentimentos se esquece de tudo o que aconteceu no passado, seu coração está melhorando, você está melhor, sua cabeça está no lugar, você está feliz.
Você cai novamente, a abstinência o deixa louco, pensa que dessa vez não suportará, mesmo.
Mas você sobrevive, sempre sobreviverá; e sabem o motivo dessa persistência?
Vocês sabem que um dia... um dia vai conseguir entregar todos os seus sentimentos para alguém, e esse alguém fará o mesmo.
E isso vai ser pra sempre.
E o pior?
- é que você vai amar incondicionalmente essa outra pessoa, e será recíproco.
A taxa a ser paga?
Felicidade contínua.


a procura da felicidade;
quinta-feira, 24 de março de 2011 | Comentários
Eu gostaria que as pessoas me escutassem; quando eu tô mal, sempre pensam que é por futilidade, do tipo 'acabou o cigarro', 'ficou sem internet'.
Aliás, eu gostaria que as pessoas entendessem que eu não sou assim. Fútil.
Eu sou mais que isso, eu tenho mais conteúdo do que pensam, eu não sou aquela 'adolescente' revoltada, que não quer nada com nada, que não se importa com os problemas dos outros, inclusive os meus. Que a maioria acha que eu não tenho, por estar sempre sorrindo.
Isso não quer dizer nada, eu estar sorrindo. Eu sorrio porque eu sei que nunca ninguém quer saber como eu realmente me sinto.
Mentira, tem gente que ainda se importa comigo, e mesmo eu parecendo a pessoal mais feliz do mundo e sem problemas, sabe que eu os tenho.
Se eu sou feliz?
Sou sim, ainda tenho algumas pessoas que se importam com isso, pessoas com as quais eu sei que sempre posso contar, mesmo sorrindo, elas sabem que eu tenho os problemas.
Sou feliz, e muito feliz, não sempre, não um dia inteiro, mas eu sou!
Acho que até mesmo quando se tem problemas, a gente pode dar um jeito de ser feliz, quando esquecemos eles por algum instante.
Não dá pra fazer isso sempre, porque problemas são problemas, e eles sempre vão voltar.
Algum dia.
Enquanto isso, eu continuo os deixando de lado, até onde eu consigo.
E tentando, por alguns instantes, ser feliz.


where is my mind?
segunda-feira, 14 de março de 2011 | Comentários
Eu sinto a verborragia correndo pelas minhas veias, eu a sinto pulsando, a sinto na minha cabeça.
Talvez seja só o tédio, ou, talvez, essa ‘coisa’ queira, realmente, me dizer algo.
É quase inevitável; para fugir do tédio sempre o faço. Pego o papel, a caneta e fico.
Fico olhando para o teto, as paredes, tão sem cores quanto esses últimos dias.
Cinzas, melancólicos, esfumaçados, amargo.
A chuva não cessa, a fumaça do cigarro tão pouco. O café morno, repugnante, permanece ao meu lado.
Talvez seja por isso que sinto tão forte, esse amontoado de palavras.
Elas correm, fogem, se reencontram, misturam-se.
E a unica coisa que consigo compreender é:
- Tenho que escrever.
Essas bobagens cotidianas, que têm feito parte da minha vida, me forçam, inutilmente, à tentação da mudança.
Mudar, não meus vícios ou pensamentos ou qualquer outra coisa que me faça uma pessoa-mais-íntegra, mas sim o tédio.
Tento mandá-lo embora através das palavras escritas.
Mesmo que para isso, eu não consiga escrever nada.
Às vezes ajuda


Quem sou eu?

Enquanto achar necessário o uso das palavras borradas no papel, enquanto achar inevitável o fazer... enquanto tudo isso acontecer, sempre terei o que escrever, mesmo que para isso, eu não tenha nada em mente.
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