FELIZ 2009 :D
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008 |
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nao vo postar, até janeiro... então, feliz natal, e próspero ano novo \o/haha:Dbayjenhos
O que você faria?
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 |
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Se o mundo acabasse amanhã, o que você faria?Se só tivesse mais um dia, para aproveitar tudo o que não aproveitou durante todos esses anos... qual seria seu maior desejo?Fumarias demasiadamente, beberia até cair? Faria aquilo que nunca quis que os outros descobrissem, só por aquele dia? Só para saber como é a sensação de liberdade.Repensaria se toda sua vida realmente valeu a pena? Não há tempo para arrependimentos, apenas para ações, quaisquer que sejam. Até as mais infames, hoje, não são tão absurdas assim. Hoje pode se libertar desse casulo que te prende, que inibe suas asas perante a grande maravilha que é o mundo.Seja o que quiser, faça o que quiser, ninguém te recriminarás. Afinal, só te resta esse dia.Voe e veja o brilho do oceano, pule de um penhasco sem se machucar, enlouqueça, não deixe que nada estrague o seu momento. Hoje sim, você é tudo aquilo que faz...Amanhã? Bem... o amanhã é incerto, ninguém lembrarás de ti. Ou vai ficar seguir sua rotina, como num dia normal?Esqueça tudo, absolutamente tudo; esqueça sua vida, hoje você é personagem de uma história sem autor. Apenas com personagens, eles comandam.Seja feliz como nunca conseguiu ser. Mas não morra antes da meia-noite.Aproveite todos os minutos, cada segundo. Serão os últimos... e aquela frase 'aproveite cada minuto como se fosse o último', essa frase será a única coisa que você deverá saber.Enfim, o que você faria se só te restasse esse dia?
Insensatez
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008 |
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Sempre desconfiei da minha sanidade. Não que isso fosse muito importante a essa altura da vida... porém, essa dúvida permaneceu até os últimos dias em que ela(ou a sua falta ) esteve junto a mim.Sempre não, pois isso aconteceu depois que comecei escrever; poemas, contos, palavras repetidas, que me gastavam todo o tempo livre. O que eu tinha de sobra naquela época era tempo. Acabara o ensino médio, e pretendia ficar um ano parada... só depois pensar no futuro.Aliás, isso é a coisa mais errada que fazemos, pensar no futuro! Ora, quanta bobagem, temos que viver o hoje, não o amanhã.Depois disso comecei desconfiar. Desconfiar da vida, da minha sanidade, das coisas que eu escrevia, do futuro. Talvez o problema fosse minha imaginação, com a qual demorei anos para conseguir certa apatia, aquela que me deixava noites em claro, fazendo-me pensar sobre coisas bobas como o futuro, coisas certas como o presente e, coisas desprezíveis como minha sanidade.Nessa época o que me acalmava era a música, nem as palavras que me faziam sorrir diariamente, nem elas me faziam tão bem quanto a música. Nada se comparava ao que sentia quando as escutava. Ficava trancada no quarto, delirando com Rick Wakeman e todo o seu encanto perante os teclados.Às vezes acompanhada de café, chá, mas nada com álcool. Precisava estar sóbria quando as escutava. E somente nessas horas que esquecia tudo, esquecia da sanidade que me faltava, esquecia das palavras, esquecia de pensar... esquecia de mim. Ah, como seria bom se isso pudesse acontecer sempre!
Deixe-se acreditar
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008 |
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Estava eu lá, sentada, olhando a chuva cair; e que belo espetáculo o é. Sempre quando chove, uma melancolia se espalha pela casa, melancolia misturada ao cheiro de flores da primavera.Talvez não fosse das flores lá fora, e sim dos chá que preparara durando dias assim... Devo confessar que, essa melancolia toda deixava meu coração transbordando de alegria. Ficava sozinha em casa, como de praxe, tomando chá ou café, quem sabe. Não me importava com o tempo que passava, nada me atrapalhava, só o cheiro das flores que se espalhava por toda a casa, começando pela cozinha, invadia os quartos e, permanecia no corredor.Cada gota de chuva caída lá fora era um batimento a mais dentro de mim. Talvez de euforia, talvez preocupação... quem sabe desgaste de todo esse tempo que tenho vivido assim, solitária. Não que não gostasse, pelo contrário, a solidão sempre foi algo que me agradara muito. É triste à certa altura da vida você notar ser rodiada de ilusões, porém, depois de um tempo isso cai no seu cotidiano. Aí então a solidão vem, para fazer companhia...A chuva nao cessava, cada vez mais forte, e um ar gélido e nebuloso entrou no quarto, passando por debaixo da cama, escorrendo em meu corpo, arrepiando-me. Talvez fosse ele; ele sempre fica lá, no meu quarto, ou rondando pela casa. Desde o acidente não o vejo, só o sinto... e sempre em dias assim, chuvosos, melancólicos, nublados. Dias cinzas que mais parecem noites com um pouco de claridade, apenas.A claridade do sol, obviamente, pois nem a lua me serve de companheira! O sol escondido no mar de nuvens cinzas. Belo espetáculo esse.Provavelmente daqui a pouco, a chuva pára, as nuvens cinzas tornam-se mais claras, mudando de cor conforme o sol as penetra. Até chegarem num tom amarelado.Mas hoje não parece ser um dia como os outros, a chuva está forte demais para cessar logo, o frio está aumentando, a casa parece estar maior e, o cheiro das flores mais forte.Aquele ar gélido que me arrepia a coluna... esse sim, continua o mesmo. Porém, está mais denso, cobre todo o meu corpo. O frio torna-se quase insuportável que, me obrigo a pegar uma coberta.Creio que amanhã o dia amanhacerá como os finais de tarde, os quais eu tanto gosto.Enquanto isso não acontece, e a chuva cai cada vez mais, vou até a cozinha, faço mais chá, o cheiro das flores aumenta com isso.Volto ao quarto, pego o cobertor, sento na poltrona do lado da cama. Não sozinha, ele está ali, gélido, me esperando na cama para cobrir todo o meu corpo, como de praxe.
Devaneios
terça-feira, 9 de dezembro de 2008 |
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Tudo vem à minha mente. Histórias fantásticas, psicodélismo, delírio, rock'n'roll, contradições, músicas, palavras.Não consigo encaixá-las, não consigo passar para o papél de uma maneira coerente. Queria mantê-las no mesmo tom. Porém, fogem do meu contexto, como uma pessoa depois que toma chá de cogumelo, não distingüindo o real e o abstrato.Já tentei uma, duas, centenas de vezes. Tudo em vão, escorregam da caneta como água das nossas mãos.Gostaria de não pensar nelas, esquecer, por um minuto que fosse.Descansar as mãos, que não cessam em escrever.Escrever devaneios que eu, tampouco compreendo. Apenas obedeço, já que não há o que fazer essa hora da noite.Sombras ganham vida lá fora. eu as criei, apenas não as entendo.É um mundo paralelo, como num sonho... você corre para todos os lados e sempre chega onde estava. Andando em círculos.É assim com as palavras. Ficam todas embaralhadas aqui dentro, logo formam-se frases, versos, parágrafos, ou quem sabe estrofes, depois caem no papél com a força da caneta , são apenas palavras embaralhadas sem sentido algum. Que dirá devaneiros de uma madrugada chuvosa.
A caixa
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 |
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Te amo! Não, não, te adoro! Isso, bem melhor.Te adoro é melhor, uma frase com uma beleza absurda. Porém, te amo é uma frase forte, e você precisa ter muita certeza do que está fazendo quando a diz.O que raramente acontece nos dias de hoje. Amar, um verbo lindo, perfeito no seu contexto, sempre empregado em frases podres e fracas, que não respeitam sua grandeza.Adoro não tem tanto ênfase, mas, tem mais sinceridade. O 'eu te amo' é usado com tanta freqüência¨que, toda aquela beleza, aquela insegurança de dizê-lo acabou, tudo que envolve essa frase cessou... A ansiedade de escutá-la... pois isso é tão normal ultimamente que ninguém mais se surpreende com o feito.Se cada pessoa tivesse que pagar uma taxa por te amos jogados fora, provavelmente os problemas do Brasil não seriam baseados em roubalheiras, e falta de dinheiro para, quem sabe, a educação das pessoas.Quando as pessoas nascem, deveriam ganhar numa caixinha um número limitado de tal sentimento. Para que não usassem em vão, nem jogassem fora. Já que, tudo que temos em menos quantidade depois que o perdemos, damos muito mais valor.E então, usaríamos essa caixinha quando tivéssemos maturidade para escolher quem realmente receberia o nosso mais sincero eu te amo!
Lurdes R. drogada e prostituída
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 |
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Falar sobre estupro, sempre foi evitado aqui em casa, nunca foi preciso falar sobre o mesmo, até porque sempre me causou certa repulsão. Acho pavoroso aqueles monstros (pq uma pessoa que faz isso só pode ser um monstro) abusarem de crianças que não têm como se defender.Não me faz bem falar sobre isso, fico perplexa, só digo que deveriam fazer o mesmo com esses caras, e depois matá-los.Então, um assunto que sempre é evitado nas famílias se torna, quase que, uma necessidade de ser falado. Isso após o mesmo, acontecer com algum membro dessa família.Abalando assim, toda aquela estrutura que demorou anos para ser construída.Estupro é um assunto forte, muitos preferem esquece-lo... porém, eu quero compartilhar dessa experiência terrível que aconteceu aqui.Moramos aqui, minha mãe, eu, a lurdes, e um moreno de olhos verdes. Isso nunca foi problema, conviver com um macho, pois até a parte que eu entendia, ele era gay... Tinha atrações por outros do mesmo sexo, e isso eu comprovei, certa noite, olhando ele conversar com um amigo.Passado certos dias, chego em casa, sento-me na minha cama, e começo conversar com a lurdes. Notei um brilho diferente nos seus olhos, mas não um brilho apaixonado, não não... muito pelo contrário, um brilho de medo, pavor. Não me contou o que era, obviamente. Insisti mais uma vez; ela, se afastou e saiu do quarto.Outro dia percebi que, toda vez que aquele moreno dos olhos verdes se aproximava, ela saía correndo. Relutei muito, não podia acreditar no que estava acontecendo, minha garotinha, tão novinha, sendo alvo de algo tão grotesco.Algo que nenhuma criatura têm o direito de fazer.Descobri então, que o moreno que, até então achava eu ser gay, abusou dela.Claro que, ela nunca me contou isso, mas aquele brilho no seu olhar não me enganou por muito tempo.Agora, alguns meses depois disso, tentamos fazer as coisas voltarem ao normal, converso com ela, estamos indo em um psicólogo e, creio que voltará ao normal...As estruturas serão erguidas novamente, isso tudo que aconteceu será esquecido, apagado com o tempo, eu acredito nisso!E aquele assunto tão repulsivo, agora faz parte do nosso dia-a-dia.O moreno de olhos verdes, continua a morar conosco... ele é o gato de estimação da minha mãe, e a lurdes, certamente, a minha gata de estimação.(H)Essa história foi baseada em fatos reais. Todos os direitos reservados.
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Enquanto achar necessário o uso das palavras borradas no papel, enquanto achar inevitável o fazer...
enquanto tudo isso acontecer, sempre terei o que escrever, mesmo que para isso, eu não tenha nada em mente.
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