Changing
quarta-feira, 29 de outubro de 2008 |
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Sempre foi difícil para mim aceitar mudanças, imaginar que depois da oitava série, teria que trocar de colégio era tão... assustador. Pensar que talvez tivesse que morar com meu pai, era pavoroso. E sempre foi assim, em relação à mudanças, qualquer que fosse.Por qualquer bobagem, até cortar o cabelo. Depois de um tempo, me acostumei com isso... vi que o colégio era bom, e todos estavam lá, que morar com meu pai não seria uma coisa de outro mundo, até porque começamos ter mais intimidade, e cortar o cabelo é algo que se tornou adorável. Compreendi que a cada dia mudamos, meus amigos mudaram, e sinceramente, foi horrível entender isso. Pensar que no próximo ano teria uma turma completamente diferente, que meus amigos estariam convivendo com outras pessoas e que, provavelmente as coisas não seriam as mesmas.Amadureci muito nesse tempo de mudanças, me afastei de certas pessoas, me reaproximei de umas amizades mais antigas e, estão me fazendo bem.Conheci gente nova, gente legal, gente falsa, gente bonita. Lugares legais, como o Macondo, de que todos ouvem falar e, realmente, um dos melhores lugares desse ano.Descobri que não precisamos olhar sempre na mesma direção, às vezes os lados são ótimos.Que caipirinhas e esgotos, quando ficam perto, são muito perigosos :O.Conheci um tal de Bruno, que anda me fazendo muito bem, ultimamente.Descobri até que sei escrever um pouco, mesmo que não agrade todos que lêem e, sendo às vezes, nem lido por muitos. Mesmo assim, não me importo, me acostumei com as mudanças...
Posers
segunda-feira, 27 de outubro de 2008 |
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A falta de cultura das pessoas hoje em dia me assombra. Em pleno século XXI, onde é tão fácil saber das coisas, uma época em que até criou-se uma 'modinha' cult, tanta gente tentando bancar o intelectual e ao mesmo tempo tão ignorantes.
Porque não adianta tu saber decor a história do Brasil, tudo sobre as guerras, ou qualquer outra coisa assim, sendo que só sabe o que os outros falaram, sem ter uma opinião formada.
Sem ter a sua real opinião.
Beatles, muita gente conhece mas, quem realmente procura saber mais sobre eles? Quem realmente gosta de ouvi-los? E quem, realmente tem uma opinião formada quando perguntam 'o que você acha de Beatles'?
Saber sobre, é bom, muito bom, demonstra certa cultura, mas, ter o que falar sobre isso, as próprias palavras, discordando se for o caso, das pessoas que relataram sobre a vida deles... isso sim é a verdadeira cultura.
Mas as pessoas se importam mais em ter um perfil intelectual no orkut, com frases de grandes mestres, do que usar suas próprias palavras. Ofuscando talvez um dom. O dom de saber usa-las adequadamente.
É tão fácil pegar alguns nomes de músicas ou até mesmo algum pedaço delas, escrever um texto e dizer que foi de própria autoria. Sempre terão leigos para lhe admirar.
Porém, você sempre saberá que se fez essa imagem cult com palavras alheias.
E isso, fica na consciência de cada um.
:)
Doce solidão
quinta-feira, 23 de outubro de 2008 |
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Sinto um aperto aqui dentro, uma dor que nao cessa, não... não é física, vai além da minha capacidade.Tento, aliás, tentei por várias vezes entendê-la, mas é incompreensível, machuca, vem dilacerando, como o amor, mas sem aqueles momentos de felicidade que tenho quando o encontro. Me sinto sozinha, quando deito e penso em tudo que se passou, vejo as coisas que eu posso descartar, as que eu levarei comigo. Não temos todo o tempo do mundo, tudo tem seu limite, o nosso é a vida, não a morte, como muitos acham. A morte é a libertação, o romper desse limite. Não que seja uma resposta, é apenas mais uma pergunta... ninguém sabe o que vem depois disso.E então vejo que é solidão, que me queima por dentro, que dá aquela agonia toda a noite, que faz eu pensar no que realmente importa.Sempre preferi me arrepender do que não fiz, pois a vida é tão curta para pensarmos no que deveríamos ter feito. Claro que por vezes, fiz a coisa errada... mesmo assim, nao me arrependo.O erro leva ao caminho certo.Sempre me preocupei muito com a solidão, medo que ela virasse uma amiga, daquelas que estão sempre presente, entendem?Creio que arrumei uma companheira então, a única que não me abandona. E que levarei para o resto da vida, talvez.Faremos uma bela dupla, nas noites de sexta-feira, fumando lucky strike, bebendo algumas doses de martini, embalas ao som de Pink Floyd para dar um ar de psicodelismo ao ambiente.Poderei até convidar algumas conhecidas, porque amiga, só terei a doce solidão.
Amor é prosa, sexo é poesia
terça-feira, 21 de outubro de 2008 |
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Um autor disse em entrevista à certa revista que, se não há sexo no enredo das novelas, o público não olha.
E a verdade realmente é essa... um assunto que não é muito abordado, sempre gera polêmicas, e onde tem polêmica, tem ibope, é de praxe.
Ele é mal visto, um assunto que nem todos falam abertamente. Muitos com medo de serem recriminados por dar sua opinião sobre algo tão natural.
Não entendo como num país como o nosso, onde tudo é tão liberado, no sentido das coisas serem quase explícitas, o sexo ser assim tão banalizado.
Mas a velha contradição sempre existe. Todos podem notar que quando o filme é nacional sempre tem muita putaria.E, definem o sexo como isso, como putaria, como algo promiscuo... Sendo que para estarmos aqui hoje, nossos pais o fizeram, e provavelmente com muito gosto.
Antigamente, o amor e o sexo andavam lado a lado, até porque, quem o praticava era casado. Não que isso seja sinônimo de amor, mas... era mais que agora.
Hoje em dia as coisas mudaram, amor demora pra acontecer, e sexo é feito por curtição.
Um nem sempre acompanha o outro.
O que realmente é uma pena, já que são lindos quando juntos.
Se fosse um assunto mais aberto, com mais ênfase em sua beleza, talvez acontecesse mais vezes com o tal do amor, mas, por ser falado apenas em casos graves como a gravidez na adolescência, doenças sexualmente trasmissíveis e coisas do tipo, é banalizado.
Sexo não é sinônimo de conseqüências graves, pelo contrário, deveria ser sinônimo de prazer, de gostar da pessoa.
E me intriga novamente entender porque num país como o nosso (volto a repitir) onde a vulgaridade está nas ruas, nas festas, na esquina de casa, isso continue sendo evitado... um assunto que não é falado em casa e pouco no colégio, um época onde se tem tanta liberdade com os nossos pais, algo tão natural quanto o sexo é recrimidado desse jeito.
Mas acho também que, de alguns anos pra cá mudou bastante, e temos mais liberdade em relação a isso.
Acredito que daqui uns anos, educação sexual será uma matéria que entrará no nosso currículo escolar, algo tão normal quanto física, literatura...
A culpa é recíproca
quinta-feira, 16 de outubro de 2008 |
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No mundo, há três tipo de amigos:
- Os bons, aqueles que colocam a mão no fogo por você, os aproveitadores, que só o fazem quando lhes convêm e, os parceiros, que te procuram só para festas.
Você pode escolher quais terá, pode tentar escolheros bons amigos, e no fim descobrir que não passavam de parceiros.
Muitas vezes, por sermos bons amigos, nos fodemos (não literalmente ok). E, muitas vezes isso é recíproco.
Vingança é bom, claro que é, têm os que discordam, acham que nao se vingar é uma questão de superioridade.
Mas, no mundo de hoje se não pensarmos na vingança como uma aliada, somos pisados, humilhados e taxados de troxas. Aqueles que todos passam a perna.
E troxas não sobrevivem nessa sociedade mercenária e burguesa que, á cada dia tem mais adeptos.
Você precisa ser forte e entender que, por vezes terá que se virar sozinho, que essa coisa de ter sempre gente que te apoia acabou no momento em que resolveu morar sozinho.
Que sempre tem um colega de trabalho ou cursinho, que seja, que fica te apunhalando pelas costas enquanto você, o rotula de amigo.
Não vamos generalizar, claro. Há quem realmente tu possa confiar...apenas seja esperto para que, não seja passado para tras, até que isso aconteça.
Amizades de verdade são cada vez mais difíceis de achar, e quando acontecer não seja apenas um parceiro, mas sim um bom amigo, assim será recíproco.
Amarante, o mar e o amor
terça-feira, 14 de outubro de 2008 |
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Ah o amor, chega sem hora marcada, sem explicação, apenas acontece, avassalador.
Às vezes, no tempo certo, quando ja era esperado... pode surgir duma bela amizade, que aos poucos se torna algo mais forte, um sentimento forte e ao mesmo tempo delicado.
Um sentimento que demora tanto pra ser alcançado e, com qualquer palavra ou gesto, se dissolve como o açucar em contato com a água... Sendo assim, impossível encontrá-lo novamente nessa mistura.
Outras tantas vezes chega na hora mais hostil possível.
Nessas horas, sempre uma parte sai perdendo e, normalmente a que não tem nada com isso.
Incrível como esse sentimento maravilhoso se torna tão... cruel, amargo e decepcionante.
Aluízio Azevedo relatou num certo livro, que tal foi a desilusão de uma jovem em relação ao amor que, optou pela homossexualidade.
Muitos matam, outros tantos morrem, uns enlouquecem, e outros tentam esquecer de que algum dia uma centelha qualquer do mesmo habitou seu coração.
Sempre tentamos escolher nosso caminho, escrever nosso destino, mas o amor é indomável, nao se pode controlá-lo.
Algo que nao é esperado, apenas acontece, como citei no começo do texto.
Então, por que muitos tentam entendê-lo?
É de praxe a sociedade tentar entender o que os leigos não entendem. É uma questão de superioridade.
Cientistas, psicólogos, neurologistas e, até mesmo teólogos acham que um dia conseguirão achar explicação para isso.
Uma explicação para os 'sintomas' do amor. A paixão, onde tudo é lindo, a bobice de ganhar uma flor, o brilho no olhar quando se diz o primeiro te amo.
Sendo que, ninguém precisa entender o porque disso tudo, só sentir. Afinal é o amor, um sentimento que não se define nem com as melhores palavras do mundo.
'Quem inventou o amor, explicar por favor...'
Sub-produto do rock
segunda-feira, 13 de outubro de 2008 |
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Todos conhecem Engenheiros do Hawaii, apesar disso, é uma das melhores bandas que eu conheço... Nunca foi pop demais para se estragar, e nunca foi ofuscada demais para poucos concordarem comigo.
Esses dias, estava conversando com um amigo sobre música, e começamos falando deles...
Citei que achava incrível as músicas da banda, pois, não falava só de amores, correspondidos ou não, fala sobre problemas da sociedade, e muitas outras coisas legais.
Por que hoje em dia, é só tu colocar na letra de uma música chorar por você, pode ir embora, que vai fazer o maior sucesso.
E não, não dou nenhum pouco de valor para essas duplas sertanejas.
Não me entendam mal, só que não acho digno uma pessoa sair de casa, para tocar essas músicas, e que se tu ver bem, são TODAS iguais.
Agora, Engenheiros, tenho a maior admiração sabem fazer música como ninguém...
Música boa, aquela que faz bem aos ouvidos, sem poluições, boa música.
Agradável em qualquer situação, até mesmo as mais conhecidas são incríveis.
Eu, particularmente, adoooro The Libertines mas, confesso que acho muito parecidas as músicas.
É difícil saber qual é qual, o mesmo rítmo, mesma batida.
Mesmo assim, eu adoro.
Engenheiros, não tem nem isso para se reclamar.
Só perfeita simetria e o papa é pop que se parecem, até porque, dizem por aai, que uma foi baseada na outra.
E pra quem não conhece muito de Engenheiros, eu recomendo procurar mais sobre, tenho certeza que irão adorar.
A piedade na medida certa
quinta-feira, 9 de outubro de 2008 |
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Qual o sentimento mais nobre do ser humano?
Muitos dizem o amor, mas eu, discordo. E pode parecer ridículo mas, particularmente, acho a piedade de muito respeito.
Outros acham que ter pena de alguém é desprezível, porém, imagino que se existisse piedade no mundo, muita coisa melhoraria.
Se donos de mercados, ou até mesmo de feirinhas, tivessem pena dos que tem baixo poder aquisitivo, sem dinheiro pra comprar comida para os filhos, e lhes dessem algo com que se alimentar, muita coisa mudaria. E isso não é uma questão de amor e sim piedade.
Se terroristas tivessem piedade das pessoas, aquelas que perdem famílias nas guerras, aquelas que perdem pernas... crianças que ficam sem poder andar, se existisse piedade, isso não aconteceria.
Ver uma criança vendendo coias na rua, pra poder ter o que comer em casa, e seus pais, ali na esquina, esperando, sem fazer nada. Se tivessem piedade de seus filhos, nunca fariam algo de tamanha crueldade. Claro, há contradições, se existisse amor, isso talvez não aconteceria...
Mas, veja bem, pais, devem gostar, nem que seja, um pouco de seus filhos, e mesmo assim fazem essas brutalidades.
Esse texto não deveria ter ficado tão pessoal, mas enfim...
Se o homem tivesse piedade dos animais quando os matam, quando ocorre aquele horror nos pólos, com golfinhos, sangue para todos os lados... E isso não é falta de amor, porque muito desses mesmos homens, têm uma casa, com família, amor e carinho.
E o que lhes falta?
A eterna piedade
E assim segue a sociedade... achando que o amor cura tudo, e que piedade é para os fracos, e eu continuo assim, discordando.
Cansei, dessa gente e desse papo furado
quarta-feira, 8 de outubro de 2008 |
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Comecei ler Caçador de pipas, há uns três meses, confesso que nao o terminei e, sinceramente, não tenho esta vontade.
Nunca li algo tão parado, chato e descritivo como esse.
Quando comprei, achei que fosse fascinante, já que não escutava ninguem falando mal do livro, só críticas boas. Mas nao acredito que alguém realmente tenha gostado, do começo ao fim.
E isso, vem acontecendo cada vez mais. Essa história de dizer que algo é maravilhoso sem ao menos saber do que se trata.
Filmes, escritores, música, livros... fazem de tudo pra dizer que se tem um pouco de cultura.
'Nossa, eu adoro os filmes do Woody Allen', e muitas vezes, nem sabem quem é o cara.
Já ouviram alguém dizer que o Caçador de pipas é ruim?
Até hoje, duas pessoas me falaram isso.
Uma vez li Fortaleza digital... outro fracasso, um lixo. Comentei com um colega o que eu achava sobre o livro, e ele prontamente respondeu:
-Você não deve ter entendido, pois esse livro é ótimo.
E eu:
- Tu já leu?
Ele:
-Não... mas dizem né
Isso faz com que as pessoas não procurem se informar sobre tais assuntos, só sabem porque fulano disse que era bom.
E assim, conseqüentemente, deixam de ler o que realmente gostam, por uma questão de 'status'.
Cansei dessa gente e desse papo furado, como diria CharlesMaster. ;)
O amor e sua degradação
quinta-feira, 2 de outubro de 2008 |
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Vi uma propaganda sobre amor, na verdade era de um bombom, mas falava coisas legais sobre o amor.Uns cientistas falando o que é amor, exatamente ao pé da letra.E fiquei pensando, se eles realmente conseguiam sentir o amor; será que Einstein amou?Creio que não, amor, nao pode ser explicado, só sentido. E eles, explicam, detalhadamente, como se fosse apenas mais uma palavra corriqueira do nosso vocabulário.Acho que poucos amam de verdade... Aí vocês olham para os orkuts, e dizem:-nossa, como se amam ;OAh, pqp, quanta falsidade, ninguem ama assim, duma hora para a outra.As pessoas colocam rótulos, como de praxe, em tudo. Se você está namorando, nada mais normal do que por num depoimento, que ama a fulana. Sendo que muitas vezes, nem sabe o que é isso.E a maior prova disso, está na música. Sim, sim, na música.Peguem a letra de 'só tinha de ser com você' da Elis, e (perdoe-me pelabaixaria ok) 'late que eu to passando' da Gaiola das Popozudas.Primeiro, nota-se a vulgaridade e promiscuidade na letra, depois, detonaram com o português e com a mulher brasileira. Por fim, acredito que quem compôs a música fosse prostituta, pelo jeito que se refere ao homem. E sintam a suavidade e a delicadeza da música da Elis.'É, só eu sei, quanto amor, eu guardei, sem saber que era só praaa vocêê...'Linda, a melodia, a letra.Os tempos mudam, como todos podem notar, e geralmente em relação ao amor, as coisas só pioram.Daqui uns anos o amor será apenas mais uma palavra no nosso vocabulário, com muitos tendo que pegar o dicionário, para saber de fato o que significa.